18ª edição da Festa do Pinhão de Cunha tem programação extensa para o feriado prolongado

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Praça da Matriz vai ser palco da festa com diferentes atrações musicais e a tradicional praça da alimentação com variados pratos feitos com o pinhão
Celebrar a natureza, a tradição e a cultura local, ao som de boa música regional. É com esse propósito que a Estância Climática de Cunha realiza a 18ª Festa do Pinhão. Sempre nos fins de semana, a festa se estende até 6 de maio, mas terá atrações especiais no feriado de 1º de maio.
Para este ano, a Secretaria Municipal de Turismo e Cultura preparou uma extensa programação musical, com apresentações de artistas de variados estilos, como MPB, sertanejo, moda de viola, entre outros.
O destaque deste fim de semana – 28 e 29 de abril – é o show do participante do The Voice Brasil 2015, Edu Santa Fé. Ele fecha a noite de sábado com a apresentação da sua turnê Raízes do Brasil, na qual leva seu estilo que mistura moda de viola e música caipira de raiz.
Por conta do feriado, a programação se estende até terça-feira. Nesses dias, entre os vários shows previstos estarão também os dos cunhenses Luis Gustavo e Edilson Santos, no sábado; Gilliardi Fagundes e Banda, no domingo; Marquinhos e Zé Lima, na segunda-feira; e João Galvão, na terça-feira.
Para dar mais sabor à festa, serão montadas as tradicionais barracas conduzidas por quituteiras e produtores da região que oferecem diferentes pratos doces e salgados feitos com pinhão. Os visitantes poderão saborear caldinho, canjiquinha, farofa, bolos, truta e cordeiro com pinhão e muitas outras iguarias feitas com o produto.
Esses sabores típicos da cidade também estarão em destaque nos restaurantes, cujos chefs a cada ano inovam para oferecer pratos diferenciados com o produto nos cardápios.
Muitos estabelecimentos participam de um roteiro gastronômico especialmente criado para a 18ªFesta do Pinhão. O visitante pode saborear diferentes receitas com pinhão nos restaurantes Café e Arte, Café Capril, La Taverne Bistro, d’O Gnomo, Veríssima Bistrô, Vila Rica Gastronomia, Lazer na Serra, Jeca Grill, Drão e Quebra Cangalha.
Confira a programação completa da 18ª Festa do Pinhão no site: http://www.cunha.sp.gov.br/noticias/veja-aqui-a-programacao-oficial-da-18a-festa-do-pinhao-de-cunha-e-nao-perca-os-shows-e-as-delicias-culinarias-da-praca-de-alimentacao/

Exposição e cultura do Pinhão

Paralelamente à festa, o Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Cunha promove, até 31 de julho, a 10ª Exposição Pinheiro Brasileiro.

O pinhão é o fruto da araucária, ou pinheiro brasileiro, uma das espécies mais antigas da flora brasileira. O amadurecimento do pinhão é entre os meses de março e abril e sua comercialização só é permitida a partir de 15 de abril de cada ano. Essa data foi estabelecida em função da necessidade de preservação da espécie e também com a finalidade de garantir a alimentação da fauna silvestre existente nas regiões que apresentam incidência desse tipo de floresta nativa.

Em Cunha, a colheita do pinhão ocorre há muitos anos e representa um significativo incremento para a economia local e a geração de renda extra para os produtores rurais.

Sobre a cidade

Montanhas, vales, paisagem exuberante, sossego, gastronomia, artesanato. Isso e muito mais é o que o turista encontra na Estância Climática de Cunha, cidade que traz em suas ruas marcas da história do Brasil, com diversas construções antigas. Algumas delas tombadas pelo Patrimônio Histórico, incluindo a Igreja da Matriz, que foi construída em 1731 e está passando por restauração.

Essas evidências históricas remetem à época em que Cunha era rota dos tropeiros que percorriam a Estrada Real, levando o ouro de Minas Gerais até o porto de Paraty e de lá para o Rio de Janeiro e Portugal.

Outra herança tornou a cidade o maior polo da cerâmica de alta temperatura da América Latina. Isso porque, na década de 1970, ceramistas se instalaram na cidade, para desenvolver seus trabalhos utilizando fornos a lenha, que utilizam a técnica de queima chamada noborigama, e ao longo desses 40 anos formaram novas gerações de ceramistas e atraíram muitos artistas que empregam outras técnicas e estilos.

A estância oferece também diversas opções de turismo rural, que inclui fazendas de cultivo de cogumelo shitake e de truta, apiários, queijarias, pesqueiros e alambiques. A cerveja artesanal é outro produto que ganha espaço na cidade e é possível visitar as cervejarias e degustar a bebida.

Nos últimos anos, Cunha vem se destacando também com o plantio de lavanda, que atrai muitos turistas. Além da plantação propriamente dita é extraído o óleo da lavanda, com o qual se produz sabonetes, aromatizantes e outros itens derivados da matéria-prima.

Há ainda as belezas naturais que o lugar oferece, como as cachoeiras do Pimenta, do Desterro e do Barracão. Além da Pedra da Macela, que em seu pico, a 1.840 metros de altitude, é possível apreciar a paisagem deslumbrante que inclui Paraty, a baía da Ilha Grande e parte de Angra dos Reis e todas as montanhas e serras que ficam no entorno de Cunha.

Entre os destaques está o Parque Estadual da Serra do Mar – Núcleo Cunha, onde o visitante também pode se banhar em suas cachoeiras e percorrer suas trilhas guiadas por monitores. São três ao todo, cada uma com um grau de dificuldade.

Quem visitar a cidade pode escolher entre as mais de 60 pousadas para se hospedar, que oferecem diversificadas opções e níveis de acomodação e preço. Algumas delas estão entre a melhores da América do Sul, segundo avaliações de sites de viagem.

Como chegar

Cunha está a 230 km da capital paulista. O visitante deve seguir pela Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até a Saída 65, em Guaratinguetá. A partir dali, seguir pela Rodovia Paulo Virgínio (SP-171) até Cunha.

Quem for de ônibus, também deve ir até Guaratinguetá. Na rodoviária há ônibus intermunicipal até Cunha. Os horários das partidas devem ser checados no local.