Comissão alemã recomenda vacina de Oxford só para quem tem até 65 anos

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Especialistas afirmam que faltam dados para avaliar eficácia da vacina da AstraZeneca em pessoas com mais de 65 anos. Autorização na UE é esperada para esta semana.

A Comissão Permanente de Vacinação da Alemanha (Stiko, em alemão) recomendou o uso da vacina contra covid-19 da empresa AstraZeneca e da Universidade de Oxford apenas para pessoas com menos de 65 anos, comunicou nesta quinta-feira (28/01) o Ministério da Saúde alemão.

Segundo a comissão, que é ligada ao Instituto Robert Koch (RKI), não há dados suficientes para avaliar a eficácia da vacina em pessoas com mais de 65 anos. Assim, a recomendação foi restrita para as pessoas com idade entre os 18 e os 64 anos.

À parte essa limitação, a vacina da AstraZeneca foi considerada pela comissão tão apropriada para o uso quanto as da Pfizer-Biontech e Moderna.

Ao contrário destas duas últimas, a vacina da AstraZeneca ainda não foi autorizada para uso na União Europeia. A autorização pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) é esperada para esta sexta-feira. No Brasil, a vacina de Oxford-AstraZeneca já foi aprovada pela Anvisa .

Após a comissão alemã recomendar a vacina apenas para quem tem menos de 65 anos, a autoridade de saúde do Reino Unido (PHE, na sigla em inglês), onde a vacina já está em uso, afirmou que a vacina é segura e produz resposta imune também em idosos.

“Houve muito poucos casos em pessoas idosas nos ensaios clínicos da AstraZeneca para observar níveis precisos de proteção neste grupo, mas os dados sobre respostas imunes foram muito tranquilizadores”, disse Mary Ramsay, Diretora de Imunização do PHE, em comunicado.

O imunizante da AstraZeneca-Oxford é encarado com grande expectativa por diversos governos, já que dispensa a complexa operação de refrigeração da vacina da Pfizer-Biontech.

A vacina da AstraZeneca também é a principal aposta do governo do presidente Jair Bolsonaro. O Brasil fechou uma parceria com a empresa para a fabricação de doses em território nacional, por meio da Fiocruz. No entanto, a produção, inicialmente prevista para começar em fevereiro, deve ficar para março, devido a problemas na obtenção de insumos. Na semana passada, o país importou 2 milhões de doses prontas dessa vacina.

Fonte: Diário de Taubaté