Corregedoria da PM solicita prisão de 19 policiais de Pinda, Guará e Taubaté

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PM cumpre prisão preventivas de policiais militares na região

Divulgação/Chello Fotógrafo

Policiais militares são investigados por homicídio e organização criminosa

A pedido da Corregedoria da Polícia Militar, foi deflagrada a Operação Urupês com o objetivo de cumprir o mandado de prisão preventiva de 19 policiais militares e mandado de busca e apreensão na casa de 40 policiais e civis, durante a manhã desta quarta-feira (14) nas cidades de Guaratinguetá, Pindamonhangaba, Taubaté e Registro.

De acordo com o Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, os policiais e as demais pessoas são suspeitos de participação em uma “organização criminosa destinada à prática de diversos ilícitos penais”.

A investigação e a operação é uma ação conjunto da Corregedoria da PM com o CPI-1 (Comando de Policiamento do Interior -1), de são José dos Campos e o Ministério Público, com o Gaeco do Núcleo do Vale do Paraíba. Todos os mandados foram expedidos pelo juiz de Direito da Primeira Auditoria da Justiça Militar do Estado de São Paulo, Ronaldo João Roth, que em um dos documentos destacou o que deveria ser apreendido pelas equipes em campo.

“(…) à apreensão de armas de fogo de uso restrito ou permitido, bem como munições e estojos de munição de arma de fogo que possam ter sido utilizadas em eventos criminosos, ou que não tenham origem lícita ou em conformidade com regulamentação legal; telefone celulares, chip de telefone celular e outras mídias computacionais; drogas; cartas abertas e fechadas; anotações manuscritas que comprovem o controle da contabilidade do tráfico e pagamento de policiais militares; objetos de interesse À investigação policial-militar, para o fim de colher elementos de convicção com relação aos fatos (…)”, declarou o juiz.

Além disso, a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Taubaté também realiza uma investigação paralela contra alguns policiais militares, quais foram decretados os mandados de prisão pela prática de homicídios na região.

Em nota, o comando da Polícia Militar da RMVale reforçou que é contrário a qualquer ação ilícita dos oficiais, confira abaixo:

“A Polícia Militar reafirma à população paulista que é uma Instituição que tem por objetivo a valorização dos bons policiais militares e a rígida depuração interna, não compactuando com ações contrárias ao Estado Democrático de Direito e aos valores e deveres policiais militares, sendo implacável quando constatados quaisquer desvios de conduta de seus integrantes”.

Fonte: Meon / Marcus Alvarenga