Dr Bruno fala sobre: O que é a hepatite infecciosa canina?

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Conhecida como doença de Rubarth, a hepatite infecciosa canina é uma enfermidade causada pelo adenovírus canino tipo 1. O vírus ataca as células hepáticas, causando uma inflamação no fígado que pode levar a graves consequências.

A doença pode se manifestar em diferentes formas, de acordo com a intensidade dos sintomas, sendo elas:

Subclínica: é a forma mais branda. As defesas do organismo do cachorro agem rapidamente, neutralizando o vírus. Geralmente, o pet não apresenta sintomas ou tem apenas manifestações muito leves;

Aguda: nesse caso, os sintomas são bem aparentes. Duram de 5 a 7 dias e exigem acompanhamento veterinário intenso. Geralmente, após o tratamento correto, o cachorro se recupera, apresentando poucas ou nenhuma sequela,

Hiperaguda: é a forma mais agressiva da doença. Nela, a evolução é muito rápida, e o pet, infelizmente, acaba falecendo antes mesmo do diagnóstico. É mais comum em filhotes.

Hepatite infecciosa canina sintomas

A doença de Rubarth ataca o fígado dos cães, um órgão essencial para o bom funcionamento do organismo. Os sintomas costumam aparecer somente na fase aguda da doença. Entre os sinais da hepatite infecciosa canina, podemos citar:

Aumento da temperatura;

Apatia;

Sede intensa;

Diarreia;

Vômitos;

Tosse;

Sangramentos em diferentes locais,

Aumento de volume nos linfonodos (ínguas).

Em casos mais graves, a doença pode atacar o sistema nervoso do cachorro, causando tremores, desorientação e convulsões. Como os sintomas não são muito específicos, somente um veterinário saberá identificar a doença e receitar o tratamento correto.

Contágio

A hepatite infecciosa canina é muito contagiosa e especialmente perigosa para filhotes e cachorros jovens. Durante a fase aguda da doença, o cachorro transmite o vírus através de secreções, como saliva e muco nasal. Mesmo após a recuperação, é possível identificar o vírus na urina do pet por pelo menos seis meses.

Por isso, é necessário muito cuidado em casas com mais de um cachorro. A doença também pode ser transmitida por ectoparasitas, como pulgas e carrapatos. O vírus, no entanto, ataca apenas cachorros, não apresentando riscos para humanos, gatos ou outros pets.

Hepatite infecciosa canina: tratamento e diagnóstico

Doenças virais podem ser perigosas, por isso, não espere muito. Qualquer alteração na saúde de seu pet, procure um veterinário de confiança e faça o prognóstico da hepatite canina o quanto antes. Ele saberá, a partir dos sintomas e de exames específicos, identificar a doença.

A boa notícia é que a hepatite infecciosa canina tem cura e, se o tratamento for aplicado corretamente, há uma boa chance de recuperação. Para isso, é necessário fortalecer o fígado, através da aplicação de soro e suplementação de nutrientes. Com isso, o organismo do pet não deverá ter problemas em combater o vírus e se recuperar rapidamente.

Recuperação e prevenção

Para ajudar o fígado a se recuperar mais rápido, o veterinário pode indicar uma alimentação para cachorro com hepatite com uma dieta específica. Geralmente, é recomendado que o pet se alimente com muitas fibras e evite o excesso de proteínas. Descanso e muita hidratação também são essenciais nessa fase.

Algumas vezes, após a recuperação, os cachorros podem apresentar uma mancha azul e opaca nos olhos. É o chamado “olho azul de hepatite”, que pode comprometer a visão do pet.

A boa notícia é que não é difícil prevenir a doença de Rubarth: basta manter a carteirinha de vacinação de seu pet em dia. A vacina é aplicada em três doses, a partir dos 45 dias de vida do filhote e com intervalo de 30 dias. Caso o veterinário considere conveniente, ele pode pedir um reforço anual. Isso deve manter a hepatite infecciosa canina bem longe de seu amigo!