Justiça afasta médico que atendeu pacientes após ser infectado por coronavírus em Tremembé

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Ação proposta pelo Ministério Público comprovou que ele seguiu trabalhando mesmo com diagnóstico de que estava infectado pela Covid-19.

A Justiça determinou que um médico de Tremembé (SP) não pode atender temporariamente pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) após ele realizar consultas quando estava com diagnóstico de coronavírus. A liminar (decisão provisória) ainda manda que ele deixe de receber pelas consultas no período sob pena de devolução de valores em dobro.

A ação, proposta pelo Ministério Público, apontou que o profissional seguiu trabalhando normalmente após saber que estava infectado pela Covid-19. No texto, o MP ainda acusa que município, o instituto Esperança, contratado para gerenciar a saúde, e a secretaria de saúde foram omissos no caso.

Na sentença a juíza Antonia Maria Prado de Melo criticou a postura em trecho que diz que “inobstante se assistam, com muita perplexidade, a certos comportamentos negacionistas, inclusivamente de autoridades públicas, o certo é que as pessoas sérias, comprometidas, conscientes, têm se preocupado em estancar a proliferação deste mal”.

Como o diagnóstico positivo para a Covid foi comprovado pelo MP, em resposta no processo o médico alegou que o teste era um falso positivo.

O profissional disse ter feito, a partir de 7 de maio, exames de teste rápido que deram negativo para anticorpos. O MP contestou e disse que o teste rápido não tem função de diagnóstico por ser pouco confiável – somente o teste do tipo RT-PCR é reconhecido como confiável.

A promotora Daniela Amadei pede ainda a condenação de todos os envolvidos com direito a indenização por dano moral para quem tenha contraído a Covid-19 devido ao fato.

A Prefeitura de Tremembé foi procurada, mas informou que devido ao feriado da Independência nesta segunda (7) só vai se manifestar na terça-feira (8).

Fonte: G1