O governador de São Paulo, João Doria prorroga a quarentena no estado

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O período no qual só funcionam serviços essenciais em todo o estado estava previsto para acabar no próximo dia 22, mas será ampliado até 10 de maio.

Pela manhã, Doria se reuniu com o comitê de contingenciamento da crise para definir quais os contornos que o novo período do isolamento social tomará a partir deste momento. O coordenador do grupo é o infectologista David Uip.

O isolamento em São Paulo está na média dos 50%. Especialistas apontam que a taxa ideal seria por volta de 70%.

Para ajudar no distanciamento, Doria anunciou ontem ponto facultativo na próxima segunda-feira (20). Como dia 21 é feriado de Dia de Tiradentes, o governador acredita que a medida vai incentivar a população a permanecer em casa.

Seguem proibidos de funcionar na quarentena em SP:

Bares e baladas, restaurantes (exceto para delivery), hotéis, cabeleireiros e estabelecimentos de ensino.

E podem abrir:

Indústrias, empresas de segurança, manutenção, limpeza e lavanderia; hospitais e clínicas odontológicas; farmácias, supermercados, transporte público, locadoras de carros, estacionamentos e aplicativo de transporte, feiras de rua, padaria, açougue, postos de gasolina, bancos, lotéricas, oficinas de automóveis, lojas de materiais de construção, bancas de jornais, empresas de jornais e pet shops.

 

Sistema público de saúde pressionado

A rede pública de saúde de São Paulo já sofre estresse com o alto número de pacientes infectados por covid-19.

Algumas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) municipais já estão quase lotadas. O caso mais grave é do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, que já chegou a ter 100% de leitos ocupados e agora está com 93%.

A previsão do secretário estadual de saúde, José Henrique Germann é de que os leitos estejam lotados em maio, restando apenas os hospitais de campanha criados no Pacaembu, Anhembi e o do complexo do Ibirapuera, programado para começar a funcionar em maio.

“Se mantivermos este grau de isolamento que temos, podemos inferir que provavelmente podemos ter uma lotação dos leitos de UTI a partir de maio. Para os novos leitos que ainda temos [hospitais de campanha], seria em julho. Temos duas reservas de leito. Uma deve esgotar até o final de maio e outra até o final de julho”, disse Germann em entrevista coletiva concedida ao lado do governador João Doria (PSDB).