Prefeitura de Igaratá cobra contrapartidas da Sabesp e vai à Justiça para suspender interligação com Cantareira

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Interligação das represas Jaguari e Atibainha foi inaugrada no último sábado (3) (Foto: Fábio França/G1)

Prefeitura pediu liminar para parar a operação entre as represas do Jaguari, na bacia do Paraíba, e Atibainha, no Cantareira. Obra trouxe impactos a dois bairros, aponta administração municipal.

A Prefeitura de Igaratá (SP) recorreu à Justiça para tentar suspender a operação da interligação entre as represas do Jaguari, na bacia do Paraíba do Sul, e Atibainha, no Sistema Cantareira – que abastece São Paulo. A inauguração foi no último sábado (3), mas segundo a prefeitura, a Sabesp, que é responsável pela obra e operação do sistema, não executou as contrapartidas de compensação de impacto ambiental. A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que concedeu a licença de operação da interligação, também é alvo da liminar. O G1 aguarda a resposta da Sabesp e da Cetesb.

A ação tramita na Justiça desde a última terça (6). Nela, a prefeitura aponta que a Sabesp deixou de recuperar e recompor a drenagem nas estradas e no entorno, o que teria deixado dois bairros que margeiam o novo sistema praticamente ‘ilhados’.

A administração municipal aponta ainda que áreas frontais de imóveis, cujas áreas foram cedidas para a obra, não foram recuperadas e que o projeto de arborização e vegetação não foi cumprido.

A obra foi inaugurada no fim de semana com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Com investimento de R$ 555 milhões, a obra é a principal aposta contra cenários de crise hídrica, como a enfrentada em 2014. Com os dois sistemas interligados, a água poderá ser levada da bacia do Paraíba do Sul para as represas do Sistema Cantareira e o inverso.

Licença

Na liminar, a prefeitura argumenta que a Sabesp precisava de uma licença para operação deste sistema e sustenta que a Cetesb liberou o funcionamento sem a execução das contrapartidas previstas no Estudo de Impactos Ambientais (EIA-Rima), feito pela própria Sabesp, há dois anos, quando as obras começaram.

Além da reconstrução e recuperação das estradas vicinais e recomposição do sistema de drenagem no entorno, a administração municipal também cobra a construção de calçadas e reconstrução de cercas e muros.

Fonte: G1 Vale do Paraíba e Região