Quarentena aumenta volume de lixo doméstico e hospitalar

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Serviço de coleta de lixo é essencial para proteção das pessoas e do meio ambiente; veja como descartar corretamente

Devido a pandemia do coronavírus e adoção de medidas de isolamento social, muitas pessoas estão trabalhando e estudando remotamente de casa. Com isso, é evidente o aumento na produção dos resíduos.

Segundo uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) e pela Associação Internacional de Resíduos Sólidos no Brasil (ISWA), calcula-se que a produção de lixo sofrerá um aumento nos meses de quarentena.

De acordo com o estudo, espera-se que a produção de lixo doméstico cresça em média 25% ; com relação aos resíduos hospitalares, esse aumento pode ser de até 20 vezes.

Dessa forma, o serviço de coleta de lixo é essencial em meio a uma crise sanitária mundial, tanto para a proteção das pessoas quanto do meio ambiente.

Os profissionais da área também precisam se proteger da contaminação pela Covid-19 e cabe, além das empresas de coleta, a nós, a responsabilidade de proteger os agentes ambientais.

Nesse sentido, a Abrelpe emitiu um documento com recomendações, seguindo protocolos internacionais para o descarte correto dos resíduos durante a pandemia.

Segundo o documento, nos domicílios em que possuir moradores com confirmação ou suspeita de contaminação pelo vírus, todos os resíduos produzidos pelo paciente e pelas demais pessoas devem ser colocados em sacos plásticos resistentes e serem devidamente fechados.

Em seguida, estes sacos devem ser acondicionados dentro de um segundo saco plástico que assim como o primeiro deverá ser devidamente selado, e posteriormente exposto para coleta regular nos dias e horários determinados.

Além da adoção dessas medidas, a Abrelpe alerta que tais resíduos não devem ser descartados juntamente com a coleta seletiva e/ou armazenados em locais destinados aos resíduos recicláveis; o descarte em vias públicas é expressamente proibido.

Por outro lado, em residências onde não há pessoas com suspeita de ter contraído a doença, a recomendação é que o descarte do lixo seja feito conforme o praticado, sem a necessidade de maiores precauções.

A associação ressalta ainda que até o momento não há evidências de contaminação decorrente dos resíduos e que as empresas e os profissionais da área estão sendo orientados com relação ao uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e adoção de medidas que impeçam aglomerações nos turnos de trabalhos, assim como nas garagens.

Fonte: Meon / Agência Brasil