Trabalhadores da GM aprovam proposta de layoff por falta de peças na fábrica de São José

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Os trabalhadores do 1° turno da General Motors (GM) aprovaram em assembleia nesta quinta-feira (4) a proposta de suspensão temporária dos contratos (layoff) para 600 metalúrgicos da fábrica de São José dos Campos (SP). Os funcionários do 2° turno ainda votam a medida no período da tarde.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a GM alega a necessidade da medida por causa da falta de peças na produção. Se aprovada, a suspensão terá duração de 8 de março a 2 de maio. Atualmente, a GM já tem um grupo de mais de 300 trabalhadores com contratos suspensos.

A assembleia com os trabalhadores foi feita no início da manhã desta quinta-feira (4) com os trabalhadores do 1° turno no pátio do estacionamento do setor S10 da GM.

A proposta foi aprovada pela maioria, mas ainda depende da aprovação dos funcionários do 2° turno da empresa. A votação vai acontecer no início da tarde.

A montadora tem cerca de 3,5 mil trabalhadores em São José dos Campos, onde produz o modelo S10.

A reportagem acionou a empresa, mas aguardava o retorno até a publicação. Em pronunciamento anterior, a empresa alegou que “a cadeia de suprimentos da indústria automotiva na América do Sul tem sido impactada pelas paradas de produção durante a pandemia e pela recuperação do mercado mais rápida que o esperado”.

Layoff

A medida foi anunciada pela montadora nesta segunda-feira (1º). Segundo o sindicato, o motivo alegado pela empresa é a falta de peças na produção, impactada pela pandemia da Covid-19.

Atualmente, de acordo com a entidade, 368 trabalhadores da fábrica já se encontram em layoff. O grupo tem previsão de retorno para 8 de abril.

Após o anúncio da medida, a GM se reuniu com o sindicato antes da apresentação das medidas. A direção informou que, apesar da suspensão de contratos, a empresa afirmou que as vendas no setor seguem aquecidas em 2021. Mas que está sendo impactada com a falta de entrega de peças necessárias para a produção no volume comum.

Fonte: G1 / Foto: Divulgação/Sindmetal SJC